terça-feira, 28 de outubro de 2008

Sobre o estar só.

Quarto e eu, a ponto de um fim.
Dei por mim
quando do pranto, fiz canto e poema
repleto de coisas

findo sem findar.
por que o fim na verdade
nem sequer existe

é coisa inventada
por alguém em desespero.

Que a sorte nos toma agora
pela ventania
invadida janela
que abriu

anos inteiros
vidas repletas

a trilha sonora
é a canção
é o canto
da sala
que exala
em lembrança

assim me sinto
sobre...
acima.

e estando só
me sinto acompanhado.

Publicado no Recanto das Letras em 28/10/2008
Código do texto: T1253537

Um comentário:

Nobre Epígono disse...

Pensante...

Se há, de alguma maneira, uma inquietude em estar só, é porque nascemos para sermos escravos de um outro alguém, de uma outra alma.

Lindas linhas!

Abraço!
;)