quarta-feira, 13 de maio de 2009

Maio

Imenso e mais imenso e só...
Faltaram-me os dedos a teclar
Pois era só do pensamento ...

Intenso e tenso ao mesmo tempo
um nó...
...em desate

Rebate e bate à porta
E tudo é tão intenso e tenso ao mesmo tempo e só...
Que dou-me ao mesmo nó
Que venha, que me enlace.


Maio de 2009. Todos os direitos reservados.

Noite inteira

Findara a noite inteira
Na brisa beira... de um mar gigante
Varando a sombra meia lua
Pelo mormaço que até de noite se permitia...

E noutro dia
Fazia a luz
O sol do alto mar azul

...


Maio de 2009.Todos os direitos reservados.

Primavera


Primavera das flores que vejo
Num lampejo me ponho num sonho florido
Eu vos digo sem mais...
Rosas hão de virar buquê...
E um dia, saberei do porquê...
Que ainda desconheço...

janeiro de 2008.

Meu poema

Meu poema é vão...
Fosse ele não
Eu seria um lixo
Neste chão desacordado
Insistente e preguiçoso
Mas é vão de amplitude
De veemência...
Não um vazio sem nada.
Meu poema...
...sou eu estupefato e farto da omissão.

março de 2008.

a mansidão.

voo livre voo e solto ar que me recobre as vistas
aquele ar, aquela brisa, oxigena...
leva ao meu inconsciente
toda a verdade fugidia

quero dizer da ordem das coisas minhas
quero dizer da falta que me falta ter
quero dizer da dor que dói e sara logo



a mansidão
a mansidão
a mansidão

mesmo assim repetitivo
mesmo assim sem entender
mesmo assim...

quero o voo livre e solto ar que me recobre as vistas
aquele ar, aquela brisa, que envenena...



Todos os direitos reservados.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Me pediram pra sorrir...

Alegria, alegria!




Abrir-se-ão
E os olhos vão
Portas adentro

Num forte intento à alegria

Todos os dias
Serão sorridos

Bocabertaboca

Céu de todos
Estrelado
E o brilho dela
Brilhará aos olhos

Feito luz de todo dia
Feito um poeta
Em tom de quase...

...alegria, alegria!

© Todos os direitos reservados.

cidade


visãodemundoemorte
asortesoberbaesó
diremosatodoseles
quesomostodosiguais.

e somos...como somos...

na imensidão
hímen-cidade

rompendo os versos das tuas ruas
luzes do alto da torre
o barulho dos carros
da gente toda a correr

deu pra morrer
tantas pessoas

e é tão normal
que chega a ter graça

imundo da farsa mundana
do caos que nos leve à tal lama

já cantava mais um Chico
mais um abismado
com toda perversidade
mais justo eu diria:

per-vers-cidade!

o ócio da desgraça resplandece
oh pátria crua

útero de quem se diz nação.


Publicado no Recanto das Letras em 07/05/2009.Código do Texto: T1581501
Copyright © 2009. Todos os direitos reservados.

Verdade

Mais entorpecente não há.

Há de vir aos olhos meus
Um sorriso lá da boca

E os olhos passarão a sorrir também
Porque deles saem as verdades
Que o resto do corpo
Tenta suprimir.


Publicado no Recanto das Letras em 07/05/2009. Código do Texto:T1581497
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