quinta-feira, 7 de maio de 2009

cidade


visãodemundoemorte
asortesoberbaesó
diremosatodoseles
quesomostodosiguais.

e somos...como somos...

na imensidão
hímen-cidade

rompendo os versos das tuas ruas
luzes do alto da torre
o barulho dos carros
da gente toda a correr

deu pra morrer
tantas pessoas

e é tão normal
que chega a ter graça

imundo da farsa mundana
do caos que nos leve à tal lama

já cantava mais um Chico
mais um abismado
com toda perversidade
mais justo eu diria:

per-vers-cidade!

o ócio da desgraça resplandece
oh pátria crua

útero de quem se diz nação.


Publicado no Recanto das Letras em 07/05/2009.Código do Texto: T1581501
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Um comentário:

Nobre Epígono disse...

Caos de pensamentos. Caos de pessoas. Caos de cidades. Cidades cheia de pecados.

Ai, ai, "seu" Chico!

=]