sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Escorbuto.

Por fora, o meu cismo.
que nem aforismo
irá frasear
ou dar nome a este ser.

Clivar corpo e alma
Num toque de calma
Que vai converter

Bandido em santinho
O anjo em demônio
O rock em samba.

Trata-se de propor
Versar sobre a dor
Que insisto em conter

Do meu raciocínio
Por vezes inútil
De minh’alma bruta
Que passo a talhar

Estou com escorbuto,
Sem vitamina...
Pela falta do’cê.


Danilo Cândido.

Um comentário:

Nobre Epígono disse...

Pele

Pele de humano.
Grossa que tira esse frio.
Pele de animais com dentes afiados.
Dentes grandes e bonitos que mordem o leite talhado nas fazendas.
Pele de pensamento,
Que vão se custurando
E encurvando cada sentimento.
Sentimento, que é bem lindo de se sentir,
E te dá um gás de felicidade...
Pele de amor
Pele+o + menos um amor.
Pele de poeta que traduz
Essas palavras doces que não se deixam ficar só.

[ breve breves brevês palavras soltas ]