sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

J'ai tué la nuit.

O tempo me passa
Sobre esta altura da noite
Cá na mente um açoite
De carmas e comas
De dramas e Romas a queimar

E mais vontade do mar

Pois que já eu rio
Ao pé do frio
Vislumbro na calma uma onda
Espumosa e perolada
Como um colar...

Como um olhar...

Mastigo bem
E regurgito um ciúme qualquer
Andei mil mundos a pé
Buscando a cor do teu brilho

Forjo nos trilhos
O caminho das marés...

O caminho dos bacantes
dos que pescam
dos que passam...
dos que passeiam...

O rio parece dividir
O mar condecora e de tão imenso
Colabora
Revigora o que te passo...
Cria um rude laço
De rancor e atenção

E termina triste
Porque a noite é
Silenciosa e fria
E fria
Como o silêncio.

Todos os direitos reservados.

2 comentários:

Arthur Dantas disse...

Quando eu crescer quero escrever como você.

Desculpe pela demora de minhas atualizações e de meus comentários, ultimamente ando sem saber o que pensar de mim.

Um beijo.

Angelo Augusto Paula do Nascimento disse...

Parece-me que as palavras certas descrevem suas buscas. Eu faria do mesmo jeito, com todos os direitos reservados a quem se ama.
Lindo poema!