Coração assim de mim que sai em som de samba e tamborim
Salto solto,livre e sorridente
São todos dentes de amarelo-manga-alegre
São todos lentes de olhos vivos cor brasil
Quem nunca viu?
Chispa no batuque
Batuque de nós
Siga o sonido sonante do samba,meu bem
Meu Jorge,meu são
Meu São Jorge Ben
Somos do pa-tropi
de um passado tupi
de verde mais verde amazon
e amarelo bourbon
Somos todos verdes de sangue-mata e floresta
E branco de luto manchado
estrelas brilhando desordem no azul-progresso desnivelado
Somos um...
...Um nove zero
de milhões e milhões
a pulsar
"brazil, capital buenos aires."
© Todos os direitos reservados.
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Olhos dela.
E olhos dela?
Lindos e mórbidos...
E por isso insisto no olhar
E encaro os olhos como se fossem dois faróis
A acender a minha pouca fé
A me tirar da ré
E me pôr em marcha.
Avante!
Adiante!
Um pé no mundo
E outro no fundo
Do poço
Daqueles olhos...
Tão nítidos
Tão próximos
Tão próprios
Quero um par destes para viagem.
quero parte dessa morbidez insensata
quero a marca do vazio
tatuada no meu olhar.
Coimbra,junho de 2011.
© Todos os direitos reservados.
Lindos e mórbidos...
E por isso insisto no olhar
E encaro os olhos como se fossem dois faróis
A acender a minha pouca fé
A me tirar da ré
E me pôr em marcha.
Avante!
Adiante!
Um pé no mundo
E outro no fundo
Do poço
Daqueles olhos...
Tão nítidos
Tão próximos
Tão próprios
Quero um par destes para viagem.
quero parte dessa morbidez insensata
quero a marca do vazio
tatuada no meu olhar.
Coimbra,junho de 2011.
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terça-feira, 14 de junho de 2011
To flirt
Já não mais cogito ter os teus...
pois que dos meus,sorte mal posta
foi-se a partida
sumiram-se.
Fiz-me sorriso e plena corte
- faire a la cort -
mas desenhei em pressa
o beijo e o desejo
empoeirou-se antes do fato
tudo agora é fado
é tristeza...
é mais nada.
Nasce por hora o romântico
e incompreendido
que vai doer ao lápis e ao papel
chorar as linhas
num derramar de lágrima
em tinta preta.
pois que dos meus,sorte mal posta
foi-se a partida
sumiram-se.
Fiz-me sorriso e plena corte
- faire a la cort -
mas desenhei em pressa
o beijo e o desejo
empoeirou-se antes do fato
tudo agora é fado
é tristeza...
é mais nada.
Nasce por hora o romântico
e incompreendido
que vai doer ao lápis e ao papel
chorar as linhas
num derramar de lágrima
em tinta preta.
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
J'ai tué la nuit.
O tempo me passa
Sobre esta altura da noite
Cá na mente um açoite
De carmas e comas
De dramas e Romas a queimar
E mais vontade do mar
Pois que já eu rio
Ao pé do frio
Vislumbro na calma uma onda
Espumosa e perolada
Como um colar...
Como um olhar...
Mastigo bem
E regurgito um ciúme qualquer
Andei mil mundos a pé
Buscando a cor do teu brilho
Forjo nos trilhos
O caminho das marés...
O caminho dos bacantes
dos que pescam
dos que passam...
dos que passeiam...
O rio parece dividir
O mar condecora e de tão imenso
Colabora
Revigora o que te passo...
Cria um rude laço
De rancor e atenção
E termina triste
Porque a noite é
Silenciosa e fria
E fria
Como o silêncio.
Todos os direitos reservados.
Sobre esta altura da noite
Cá na mente um açoite
De carmas e comas
De dramas e Romas a queimar
E mais vontade do mar
Pois que já eu rio
Ao pé do frio
Vislumbro na calma uma onda
Espumosa e perolada
Como um colar...
Como um olhar...
Mastigo bem
E regurgito um ciúme qualquer
Andei mil mundos a pé
Buscando a cor do teu brilho
Forjo nos trilhos
O caminho das marés...
O caminho dos bacantes
dos que pescam
dos que passam...
dos que passeiam...
O rio parece dividir
O mar condecora e de tão imenso
Colabora
Revigora o que te passo...
Cria um rude laço
De rancor e atenção
E termina triste
Porque a noite é
Silenciosa e fria
E fria
Como o silêncio.
Todos os direitos reservados.
domingo, 30 de janeiro de 2011
Da reação...
Verso da reação
Reverso meu que os olhos ouvem
Fecho-os num tal transe
E a canção me leva
Num sopro de trombone
Ao revés do universo
Decido assim
Correr ao vasto
Laçar o invisível
E partir...
Reverso meu que os olhos ouvem
Fecho-os num tal transe
E a canção me leva
Num sopro de trombone
Ao revés do universo
Decido assim
Correr ao vasto
Laçar o invisível
E partir...
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Noturno I
Qual monte de coisas
Que em nada me vejo
Nesta morta madrugada
Segue tão ela, calada
em 4 horas de plena noite e quase manhã
A raiar somente
Em qual das mentes orbitará?
Pelo cuspir dos versos
Vendo o esculpir do tempo
Tão parvo e lento
Já me incorporo
Trava-se a batalha...
Que da porta em trava segura
Nada escapará
De mim
Se escapam nas insônias
As coisas do mundo
Serve-se em taças
Cujo o gole,
Transporta um sabor exótico
Ferve, reflete e flui.
*Coimbra,26 de janeiro de 2011.
Que em nada me vejo
Nesta morta madrugada
Segue tão ela, calada
em 4 horas de plena noite e quase manhã
A raiar somente
Em qual das mentes orbitará?
Pelo cuspir dos versos
Vendo o esculpir do tempo
Tão parvo e lento
Já me incorporo
Trava-se a batalha...
Que da porta em trava segura
Nada escapará
De mim
Se escapam nas insônias
As coisas do mundo
Serve-se em taças
Cujo o gole,
Transporta um sabor exótico
Ferve, reflete e flui.
*Coimbra,26 de janeiro de 2011.
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Por um acaso dum verso destoado do predileto poeta meu.
curti mil horas de tédio e chuva lá fora e não estudei o que deveria
o clássico me entristece em se tratando de gregos...
melhor surtar um som dos mais antigos contemporâneos
e relembrar da South America dos meus delírios
viver pelo ócio queria eu um dia poder
antes de me pôr a crer no mesmo que toda a gente cafona
vem a tona meu súbito ar inspiratório de querer escrever e salvar meu inferno austral
meridiono e aponto pro oco do vazio do fim do mundo
finalizo
e durmo sem querer dormir.
o clássico me entristece em se tratando de gregos...
melhor surtar um som dos mais antigos contemporâneos
e relembrar da South America dos meus delírios
viver pelo ócio queria eu um dia poder
antes de me pôr a crer no mesmo que toda a gente cafona
vem a tona meu súbito ar inspiratório de querer escrever e salvar meu inferno austral
meridiono e aponto pro oco do vazio do fim do mundo
finalizo
e durmo sem querer dormir.
Sal
O sal
Da lágrima que percorre a face
Goteja no atlântico
E vira rebuliços de ondas
Sentes a brisa que vem do mar?
Ouves o som?
São meus efeitos das terras de cá
Em revolta de querer estar onde estão todos os amores
Melhores e possíveis!
Da lágrima que percorre a face
Goteja no atlântico
E vira rebuliços de ondas
Sentes a brisa que vem do mar?
Ouves o som?
São meus efeitos das terras de cá
Em revolta de querer estar onde estão todos os amores
Melhores e possíveis!
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
terça-feira, 6 de julho de 2010
Brisa.
Alta brisa
Mansa e maciça em sopro
Vaga ao léu via corpo de mar
Sobe ao sumiço oco do fundo...
De cabeça abaixo e pra cima.
Faz a rima no ar
Sem ao menos ser fala
Zune alto e se cala
...
E se cala.
Pois que mesmo sem voz
Diz aos pés dos ouvidos:
Curva sou,
Curva serei
Em ar, e pleno voo, adentro e veloz
Em meados de calma
Brisa morta e ressalva
que o silencio é som de brisa,
manta invisível de veludo
macio,
da pele
do corpo
e da alma.
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