segunda-feira, 4 de maio de 2009

Enquanto chove...

Monte dessas coisas tuas
Receberão abrigo agora
Na linha abaixo, acima e entre...

Entre portadentro e sente
Todo o sabor do vão-poeta

Vão-poeta: aquele que vai além da poesia que incorpora
Acima das horas
Do tempo real...

Sorte ter – te aos olhos
Sorte tua ainda mais
Pois será ao eterno
A própria eternidade
Lida, relida
Re-sentida
A cada olho nu
Um passeio imenso
E cósmico...

Nudez divina dos olhos!

Descobertos
Dilatados
Prestes a cair no vazio entorpecente
Da mente, renitente e sólida.

Publicado no Recanto das Letras em 04/05/2009
Código do Texto:T1576202
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Um comentário:

Nobre Epígono disse...

"Nudez divina dos olhos!"

Ah, os olhos! Eles que causam alegria, ousadia, felicidade em cada calada da noite quando a gente se pega "previnido" ou "desprevinido" com as nossas próprias palavras. Enchem-se de lágrimas... Enchem-se de...

Enchem-se de ao eterno!

Parabéns POETA!