quarta-feira, 27 de maio de 2009

Cinza

Busco o fusco dos teus olhos a mirar...
Horizonte, longe deste, mundo vão...
No branco, no tempo, no fim das horas...
Neste cinza morrendo,
Fumaça e pó
São corações fulminando...
Pulmões pulverizando...
E aquela cor que ninguém sente
Eu a sinto...
Tão viva quanto o cinza morto,
Da morte...

11 de janeiro de 2008.Todos os direitos reservados.

2 comentários:

Angelo A. P. Nascimento disse...

Gosto de poesia acima de tudo por sua propriedade sinestésica.
É um perdão por ser humano e a permissão divina para não sê-lo, explorando outras dimensões.
Linda poesia!
Abraços

Arthur Dantas disse...

meu Deeeeeeeeeussss... vc sabe como tenho afeição por esta dama(morte), não é?! então acho que não preciso dizer mais nada... e explicando: gosto da morte pq ela nos mostra que tudo existe dois lados... até a vida, algo que é tão supremo...