terça-feira, 11 de setembro de 2007

Confesso.

Pode ser que a noite vaze
Tudo o que foi confesso
Pode ser que este verso
Ganhe ali outro disfarce
Pode ser que enquanto durmo
Eu desista deste mundo
Pode ser, e pode não...
Eis então,
Que vos digo
Na condição de puro amigo
Que não há mais relevância
Há tão somente a distância
Tão confinante quanto o presente
Tão esclarecida quanto demente
Que vai tomar-te o tempo das mãos
Como quem canta uma bela canção...
E fazem isso pra lhe distrair a alma
Com toda a calma
De quem sabe o que quer
Querem o fim, do próprio fim
E de mim
Querem apenas uma confissão.


DANILO CÂNDIDO, SETEMBRO DE 2007.

Um comentário:

Nobre Epígono disse...

Tá. Eu ia abrir minha boca pra falar uma merda. Na verdade, vou dizer parte da tal merda. Mas releeeeve.. Releeeeeve, amigo-chato!

"Have you confessed?"

Hunf!

=)