segunda-feira, 1 de outubro de 2007

SENTIDO


Entre a minha (de)existência
ante as tuas verdades,
e a insistência em querer a fuga.

“Co- romperam” teu discurso profético.
Não é ético adivinhar ou ser profeta,
vão lhe taxar de macumbeiro,
desordeiro, homem do cão!

Porque somente Jesus
pôde lançar suas apostas?

Digo isso pelo direito igual
pelo banal, ao vazio...
...vazio este, que me enche a cabeça,
de qualquer coisa com pouco sentido.
Desisto de ser causador do futuro,
quero fingir que vivo, pra quando morrer
nem me dar conta.


Danilo Cândido, assim, neste novo outubro.

Um comentário:

Nobre Epígono disse...

Sentido. Sentir, às vezes, coisas que nem queremos... Colocar pra fora o sentido das besteiras criadas nas nossas cabeças.

[ breve recordação do dia anterior... ]

Ótima poesia, como sempre!

=)